A chuva fina tamborilava no vidro da vitrine do café, tornando o ambiente mais silencioso do que o habitual. Helena estava atrás do balcão, concentrada em organizar algumas xícaras, tentando ignorar o turbilhão que ainda a sufocava desde o confronto com Íris. Dormira mal, acordara com os olhos inchados e, mesmo assim, insistira em trabalhar para não ficar sozinha com os próprios pensamentos.
O som da porta se abrindo fez com que ela erguesse o rosto. Por um segundo, seu coração parou. Rafael es