A luz do sol atravessava as frestas da cortina em linhas finas, douradas, pousando sobre o rosto de Lorena quando ela finalmente abriu os olhos.
Demorou alguns segundos para entender onde estava, o teto não era conhecido, tão pouco as cobertas ou o travesseiro. Ela piscou devagar, sentindo a cabeça pesada, culpa da madrugada insone ou de ter pensado demais.
As lembranças vieram aos poucos. A festa. A música. A tensão no ar. E depois o caos: Rafael, a arma, o desespero. E então… Dante. Tão pert