Jorge Menezes raramente deixava sua casa de campo. Nos últimos anos, preferia comandar seus negócios das sombras, como uma aranha que tece a teia sem sair do canto. Mas dessa vez, ele pretendia dar o bote fatal em Dante pessoalmente.
O plano era perfeito.
Ele estava pronto para oferecer a ajuda que o neto renegado precisaria.
A televisão estava ligada.
O velho fumava seu charuto cubano favorito, aquele que ele só acendia para comemorar quando fechava um grande negócio. A fumaça azulada subia em