Layla
Voltei para casa com um desconforto que se recusava a dizer seu nome. No fundo, o que me assombrava não era o perfume de outra na roupa do meu namorado. Era o cheiro do elevador ainda grudado na minha pele.
— Eu preciso de silêncio. — disse para mim mesma, deitada na cama — Um lugar onde eu pense sem ninguém perto para ouvir.
Dormi mal, sonhei com janelas que não abrem e beijos que não terminam.
Na manhã seguinte, acordei com a decisão já pronta.
— Mãe. — chamei na cozinha — Eu vou alugar