Kaleo
As pessoas chamam de “festa de gala”. Eu prefiro o termo certo: armadilha. Nada em um salão de mármore, nada em uma sacada de vidro, nada em lustres de cristal é inocente. Cada convidado é peça de um jogo e eu sou o único que sabe jogar.
A torre onde moro e mando brilha inteira na noite. O último andar foi transformado em arena de espetáculo, cortinas translúcidas, música de quarteto de cordas, garçons circulando com champanhe e risadas forçadas ecoando entre os vidros.
Mas o que realment