Arthur chegou em casa já noite fechada. O dia no trabalho tinha sido exaustivo — reuniões intermináveis, decisões importantes, números que exigiam frieza. Ele tinha passado horas fingindo controle, quando por dentro tudo parecia prestes a ruir.
Assim que entrou, foi recebido por uma gargalhada familiar.
— Tio! — Miguel correu em sua direção, quase tropeçando no próprio pé.
Arthur se agachou a tempo de pegá-lo no colo.
— Ei, campeão! — disse, beijando-lhe a testa. — Como foi o dia?
— Eu desenhei