Helena estava sentada no sofá da casa de Laura, com as pernas dobradas sob o corpo e uma xícara de chá quente entre as mãos. O apartamento da amiga sempre lhe trouxe uma sensação de conforto — talvez pela bagunça organizada, pelas plantas espalhadas perto da janela ou pelo cheiro constante de algo doce, como se ali sempre houvesse um bolo prestes a sair do forno.
Laura tinha tirado alguns dias de folga do trabalho, e aquilo por si só já tornava o momento especial. Não havia pressa, nem relógios