Quando ele me olha, seus olhos verdes, profundos como um abismo, parecem penetrar minha alma, desafiando minha resistência. Eu o encaro, séria, para que ele não veja nenhuma fraqueza.
— Eu cuido de uma criança. Isso é zelo.
—Deixe-a, Dante.—Rafael grunhi.
Ele apenas dá um sorriso torto, o tipo de sorriso que me deixa inquieta, que parece saber mais do que deveria. E então, sem pressa, Dante vira o copo e se serve de mais vinho, sem jamais tirar os olhos de mim. Como se, nesse simples gesto,