O cheiro de pólvora ainda impregna o ar quando saio da casa. Meu peito sobe e desce em respirações pesadas, mas não há alívio. Só o gosto amargo da vingança, impregnado na minha língua como ferrugem.
As chamas começam a consumir a estrutura, o estalo da madeira sendo devorada pelo fogo ecoa na noite silenciosa. A fumaça sobe em redemoinhos, levando consigo os últimos vestígios dessa guerra. Eu queimei tudo. Como se fosse possível apagar o passado.
Mas o passado não se apaga.
O ombro direito me l