Não temo nada.
Estendo minha mão para ele. Ele joga o cigarro fora lentamente, como se estivesse saboreando cada movimento.
— Amigos? Por que não?
Ele pega minha mão e a segura na sua, tão forte que é impossível puxá-la. Seu toque é quente, possessivo. O calor dele se espalha pelo meu corpo, me deixando zonza. Seu polegar desliza de leve sobre minha pele, provocando arrepios.
— Estou de olho em você, Rebeca.
Eu ofego quando ele continua segurando minha mão. O silêncio fica pesado entre nós. O olhar de Dante m