Mundo de ficçãoIniciar sessão" Fake é um termo usado para denominar contas ou perfis usados na Internet para ocultar a identidade real de um usuário, para isso são usadas identidades de famosos, cantores, personagens de filmes ou até mesmo outras pessoas anônimas." A beleza de uma seguidora chamou a atenção da dupla de youtubers: Otávio Marini e Rodrigo D'Ávila ao ponto deles duvidarem que tal pessoa fosse de fato real. Tomados pela curiosidade ambos fazem uma aposta para descobrirem se a garota de incríveis olhos verdes, cabelos ruivos e pele de porcelana realmente existia.
Ler maisTalvez se eu começasse com uma "linda manhã onde eu acordaria com a luz do sol no meu rosto porque esqueci de fechar a janela ontem a noite", a minha história poderia parecer um pouco menos caótica. Mas a verdade é que, a minha realidade estava longe de ser menos. Tudo nela era "mais", e o universo não me poupava da intensidade dos acontecimentos.
Tudo começou quando o meu irmão foi encontrado morto numa das valas mais fundas da comunidade. Sem camisa, descalço, e com um tiro certeiro na cabeça. Essa foi a cena que eu presenciei quando precisei ir até lá para a minha ficha cair.Na época, eu ainda fazia o ensino médio e nem sonhava em fazer faculdade. Mas aí o meu irmão apareceu com um panfleto de uma universidade que estava abrindo um programa para bolsistas e insistiu que eu participasse da seleção porque não queria que eu acabasse como ele.Naquele dia, eu não havia entendido o que ele queria dizer. Mas a resposta veio logo depois das suas saídas durante a madrugada, do dinheiro surgindo como água, os presentes para mim e para a nossa mãe que ele trazia com frequência, as roupas novas e caras, e todo o material do meu curso na faculdade que era a única coisa que não fazia parte do programa e ele havia bancado todo o valor, fazendo uma surpresa para mim, logo depois de saber que eu fui aprovada.Do dia para a noite, nós estávamos vivendo em boas condições, e o que eu já sabia, e a nossa mãe não queria enxergar, mas estava bem evidente: o meu irmão havia entrado para o crime. Ele queria um futuro para mim, porque ele já não tinha mais um. E eu fiz isso por ele.No começo a nossa mãe não aceitou muito bem a história dele ter virado traficante, mas, qual mãe iria aceitar isso?! Eu também não estava bem com isso, mas ele parecia estar feliz fazendo o que nosso pai não fez. Cuidar da casa e das nossas necessidades, e ainda comparecer com o amor e o carinho que o marmanjo que nos colocou no mundo deixou de dar no dia em que saiu para o bar e nunca mais voltou. Ele estava sendo o homem da casa e o pai que eu nunca tive, e isso me fez perdoar o fato dele ter virado um soldado do morro.E mesmo sendo o oposto de um herói comum, ele era o meu herói preferido. Bom, até ele nos abandonar sem muitas explicações, como o nosso genitor havia feito.Semanas se passaram e nada. O Jonathan não respondia às minhas mensagens, não atendia as minhas ligações, e nem as ligações da nossa tia, a Katiane. E os meninos também não sabiam dele. Mas eu ainda tinha esperanças de encontrá-lo, ainda que morto, eu só queria o corpo para um enterro digno.E foi isso o que eu encontrei, o seu corpo sem vida, jogado em uma vala qualquer como um lixo.Eu queria entender o motivo. Queria saber o porque fizeram isso com ele, porque tudo parecia absurdo demais. Mas a única resposta que eu consegui foi que ele estava roubando do lucro da boca, o que não tinha me convencido, porque mesmo sendo bandido ele ainda era um cara honesto. E os dias em que ele havia sumido não batiam com as histórias que me contaram. Nada justificava, e isso me deixou com um vazio por dentro. Não só por ter perdido o primeiro homem da minha vida, mas por saber que estavam mentindo para mim.Com a morte dele, eu e a mãe tivemos que nos virar para dar conta de tudo. Ela voltou a trabalhar em casa de família no asfalto e eu continuei estudando, e quando consegui, comecei a trabalhar meio período em um mercadinho próximo a comunidade. Não era lá grande coisa, mas estava dando para cobrir as passagens para a faculdade e alguns materiais que eu estava precisando.Mas aí veio a pandemia, e como eu disse, o universo não era lá o meu grande fã, e eu acabei sendo dispensada como tantos outros, e com a minha mãe não foi diferente. Mas com o pouco que recebemos pelo tempo de trabalho, conseguimos passar alguns meses bem.Mas com o tempo que passamos em casa durante a pandemia, no fim da quarentena, descobri que minha mãe estava com diabetes tipo 1 e que precisavamos fazer o uso da insulina e de outros remédios antidiabéticos, e isso custou boa parte do dinheiro que tínhamos guardado, já que o que recebíamos no postinho não era o suficiente.Tudo que tínhamos estava se esvaindo aos poucos, ao ponto de passarmos necessidades. E tudo piorou quando crise durante a pandemia forçou a faculdade a ter que cortar gastos, e isso contou com o programa da minha bolsa no curso de enfermagem. O baque veio quando a reitora disse que eu teria que pagar todas as mensalidades do curso, desde o início do meu primeiro ano se eu quisesse continuar estudando na instituição, já que faltava tão pouco para eu concluir.E eu poderia ter desistido, trancado o curso, voltado a viver a minha realidade e procurar novamente um emprego digno... mas em um ato insano, eu tomei a mesma decisão que o meu irmão tomou a alguns anos atrás.Arfei ao ver o olhar indagativo de Rodrigo sobre os meus pulsos com algumas manchas roxas, e busquei fazer qualquer outra coisa, menos olhar nos seus olhos azulados que buscavam respostas. Mas o que eu poderia dizer ao moreno? Ele não iria compreender, e o mais importante disso tudo, aquilo não lhe dizia respeito, afinal, eram problemas unicamente meus, e já não bastava envolver Mariane em toda essa história, eu precisava também arrastar o Rodrigo para a bagunça que era minha vida?Puxei as mangas do casaco e suspirei dando as costas para o moreno, evitando mais uma vez os seus olhos e mordi os lábios inferiores. Senti as mãos suaves de Rodrigo sob os meus ombros, e então suas palavras soprou em meus ouvidos:— Não precisa guardar tudo para
Helena LuzO que realmente é o amor? Eu, Helena Luz, me perguntava isso todas as noites antes de dormir. O que realmente era amar incondicionalmente e sentir aquele friozinho na barriga descrito em tantos livros e filmes? O que era dizer para alguém um verdadeiro "eu te amo." Viver ao lado de Luiz tantos anos, me fez perceber que eu verdadeiramente não sabia o que era amar, e confundia minha submissão por paixão, por isso olhá-lo agora, depois do término, me fez ter certeza que eu havia me tornado uma pessoa livre, livre das algemas carinhosamente chamadas de amor, por aquele que fez questão de desgraçar a minha vida, acabar com todos os bons sentimentos que eu tinha e matar a Helena feliz.Mas foi aí que ele chegou, como um raio de sol e de uma forma totalmente inusitada, Rodrigo D'Ávila apareceu na
Como eu podia explicar a sensação que era estar com Rodrigo, mesmo de longe? Era estranho conversar com ele todos os dias, ouvir sua voz rouca quando acordava e saber que ele sempre dava um sorrisinho preguiçoso ao se levantar, e claro, não podia faltar o café com sua mãe, antes de iniciar todas as suas atividades. Sem dúvidas, eu já sabia a sua rotina, afinal eu a acompanhava todos os dias, e ao-vivo.Já não existia mais uma parede entre nós que nos impedisse de nos mostrar nossas essências. Aos poucos, fui me importando menos em falar polidamente, ou de sempre estar com os cabelos alinhados, ou até mesmo de pôr uma roupa mais agradável durante as chamadas de vídeo.Meu riso não era controlado, e totalmente espontâneo, e aos po
Helena LuzComo eu poderia começar a descrever tudo o que aconteceu na minha vida nas últimas três semanas? Bom, eu havia terminado um namoro de anos, havia conhecido uma pessoa que admirava muito, e havia me tornado famosa da noite para o dia. Tudo isso graças a uma insônia. E bom, eu devo dizer que a minha vida não foi uma das melhores, afinal, eu estava quase me afogando em uma depressão e também em um relacionamento abusivo, mas tudo mudou quando ele, Rodrigo D'ávila entrou em minha vida. Primeiro ele foi preenchendo os espaços vazios que a falta de um entretenimento fazia em minha vida, depois, ele foi me encorajando a me libertar das algemas invisíveis que me prendiam, e no fim, ele me deu o apoio que eu precisava para as quebrar, e tudo isso de forma indireta.Nã
Rodrigo DÁvilaAcariciei a mão da minha mãe que dormia tranquilamente na cama e suspirei mais relaxado enquanto me levantava checando o termômetro que estava abaixo do seu braço. Notei que sua temperatura estava ficando estável, pus o termômetro sobre a mesa de cabeceira e sai do quarto tentando fazer o mínimo de barulho possível. Ao fechar a porta do quarto da minha mãe encontro Alice, nossa vizinha, carregando uma bandeja com sopa e um copo d’água, apenas fiz um sinal pedindo para a mesma me seguir e ela entendeu.Descemos as escadas em silêncio e eu suspirei, estava exausto, havia dirigido por horas durante a madrugada e desde então ainda não tinha fechado os olhos para descansar, estava chegando ao meu recorde. Foram quarenta e oito horas acordado. Meu celular vibrou no meu bolso
Helena Luz“Posso te ligar agora?” — Reli aquela mensagem e suspirei massageando as têmporas, eram quase onze horas da noite e eu me perguntava porque justamente naquele horário, afinal ele teve quase cinco dias para me explicar, e porque justamente agora? Olhei para Mariane ao meu lado que digitava eufórica algo em seu celular e chamei sua atenção mostrando a mensagem.— O que você acha? — Indaguei e ela largou o próprio celular e segurou o meu.— Você quer ouvir o que ele tem a dizer? — Perguntou e eu mordi o lábio inferior. Havia ficado decepcionada com Rodrigo, afinal ele havia ido embora sem nem se despedir, e sequer me enviou uma mensagem durante os demais di
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