Mundo de ficçãoIniciar sessãoHelen confiava demais em seu segurança particular! Mais do que isso, ela estava completamente apaixonada por ele. E mesmo sendo uma mulher tímida, insegura e não tão bonita, conseguiu chamar atenção daquele homem másculo que faria qualquer coisa para protegê-la. Depois de uma incrível noite de amor com ele, conheceu dois sentimentos: A paixão avassaladora e a decepção! Raul era na verdade o líder dos sequestradores, que havia se aproximado dela na intenção de ganhar sua confiança e seu coração. Agora teria que lutar para continuar viva e odiar aquele homem que da noite para o dia fez dela sua prisioneira. Uma história de amor, paixão e ódio aonde nem tudo é o que realmente parece!
Ler maisNaquela noite eles se amaram em desespero.Entregaram-se emocionados sabendo que aquela noite poderia ser definitivamente a última que estariam juntos.E ela não podia acreditar que o perderia de novo.De manhã quando acordou Helen estava sozinha.Na sua cama apenas o cheiro de Renato.Na sua memória ela levaria para sempre a imagem dele, seu corpo e cheiro.Fechou os olhos e chorou.O mês de abril passou rápido. Helen e Ivone estavam sentadas tomando café na grande varanda.Ambas faziam planos para viajarem juntas pela primeira vez.Elas haviam descoberto tantas coisas em comum Helen já conseguia chama-la de mãe.- Eu sempre quis fazer essa viagem de navio! Será fantástica!- E Lúcio? Tem certeza que não quer levá-lo?Ao ouvir o nome do delegado sua mãe ficou ruborizada e Helen sorriu. Sabia o que ela sentia.Sempre que lembrava de Renato sentia seu corpo pegar fogo!Não conseguia superar sua ausência!- Não! Ele é maravilhoso! Morar com ele está sendo um paraíso! Nunca pensei que fo
Vários homens armados apareceram.Uma confusão generalizada aconteceu e ela chorava tendo o corpo ensangüentado de Raul sobre si.Homens armados tiraram Raul desmaiado de cima dela.Um a pegou no colo e a colocou sentada numa ambulância.Ela gritava em choque o nome de Raul, mas era advertida a se acalmar pela médica.- Helen querida!Ela olhou e viu Ivone chorando segurando sua mão.- Que bom que está viva! Meu Deus!Helen olhava confusa para a babá sem entender como ela havia aparecido ali.De novo ela sentia-se sonolenta.Olhou para o lado e viu que uma enfermeira havia lhe aplicado uma injeção.- Fique calma senhora... Em breve se sentirá melhor...- Não...Ela queria gritar que não queria ser medicada e precisava saber de Raul.Onde ele estava?Sem mais poder controlar fechou os olhos.Helen terminou o desenho e ficou olhando para ele emocionada.Depois de muito tempo ela havia conseguido terminar a pintura.Um dor no peito a invadiu.Era sempre assim!Aquela era a pintura que ha
Helen acordou sentindo a boca seca.Onde estava?No apartamento com Raul?Raul...Sua cabeça doía e ela tentou sentar, mas tudo rodava.Ouviu vozes ao seu redor, mas não conseguia discernir as vozes.Os rostos eram borrões.Aos poucos sua mente ia recobrando-se e ela lembrou da presença de Padre Olavo.Sim...O Padre apareceu no apartamento.Ela tentava encontrar as lembranças, mas sentia-se fraca.Respirando com dificuldade fechou os olhos para evitar a tontura.E então recordou os acontecimentos recentes.Lembrava de tudo.Da bebida oferecida pelo padre Olavo e logo depois ela havia desmaiado.Com dificuldades ela reabriu os olhos e agora conseguia enxergar com mais nitidez.Um homem estava em pé perto da janela e a olhava fixamente.Seria o Padre?Ela queria gritar, mas estava muito fraca.O homem se aproximou dela e imediatamente ela o reconheceu:Seu pai!Ele estava vestido com moletons pretos e tênis.Estava com um boné na cabeça e seus olhos eram frios.- Papai... O que está fa
O prédio era comum, mas altamente montado e vigiado por policiais treinados para desmantelar sequestros.Ele já sabia que estava sendo aguardado e sua entrada permitida.Ele subiu até o andar e assim que abriu a porta foi recebido por Lúcio.O delegado Lúcio o olhou cheio de expectativa, sabendo que alguma coisa estava errada.- Aconteceu alguma coisa com a Helen?- Ela não estava mais no apartamento... Eu encontrei isso aqui na escada! Sabe de quem é certo?O outro examinou o lenço e rapidamente falou:- Venha comigo! Você precisa conhecer uma pessoa.Helen soube que corria perigo assim que entraram na rodovia o Padre Olavo retirou a gravata sacerdotal e abriu a camisa até a altura do peito.Ela viu o brilho do olhar do sacerdote e soube que ele estava envolvido em tudo aquilo.Tentando não demonstrar seu desespero Helen tentava se acalmar.Pedia a Deus que Raul encontrasse o lenço que havia deixado cair propositalmente.- Para aonde estamos indo Padre? Porque não vamos a policia?El





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