A estrada era de terra batida, ladeada por árvores tão antigas que pareciam vigiar o caminho.
O carro avançava devagar, como se cada metro o levasse não só ao destino físico, mas também a um tempo que Helena nunca viveu — mas que, de alguma forma, a pertencia.
Leonardo dirigia em silêncio, os olhos atentos.
— Tem certeza de que quer fazer isso? — ele perguntou.
— Absoluta. Eu preciso saber por que fui criada. Por que minha vida foi moldada desde o início. Eu preciso ver com meus próprios olhos