Era uma tarde cinzenta em Nápoles. Daquelas que nem o sol tem coragem de aparecer por completo, só manda um raio tímido pra dizer “oi” e depois se esconde de novo. O vento estava indeciso entre ser brisa ou vendaval, e as nuvens no céu pareciam estar de mau humor coletivo.
O Orfanato Santa Benedetta, conhecido pelas freiras como “um abrigo de amor” e pelas crianças como “o campo de treinamento para futuros sobreviventes emocionais”, estava particularmente silencioso na