Mundo ficciónIniciar sesiónEu ainda sentia o anel quente no dedo quando percebi a ruiva. Não foi uma visão discreta: foi uma mão pousada no ombro do meu noivo, um riso fácil, aquele tipo de toque que quer dizer “isso já foi meu” como se o passado fosse um crachá. Senti o estômago virar uma onda de tédio e desprezo.
— Tira a mão do que é meu — falei devagar, com a voz de quem está medindo a largura de uma ponte que vai atravessar.A ruiva me olhou como quem olha para uma nota de baixo valor num bolso a






