No 32º andar da Al-Rashid Enterprises, Isabela recebia o jornalista investigativo Ahmed Barakat em uma sala privada de segurança máxima. Lasmih estava posicionada do lado de fora, impassível. Ahmed, um homem magro de barba rala e olhar agudo, depositou um pequeno pendrive sobre a mesa.
— O conteúdo é pesado — avisou. — Mas você precisa ver com seus próprios olhos.
Isabela conectou o dispositivo ao sistema interno e, em poucos segundos, documentos confidenciais surgiram na tela. Não apenas sobre Faheem e Yahya, mas sobre uma rede de lavagem de dinheiro que ligava membros da Câmara Econômica do Golfo a empresas no sul da Europa e bancos no Caribe.
— E este nome aqui... — apontou Ahmed, — aparece em três contratos distintos. Maysar Al-Hamidi. Ele é o elo.
Isabela inclinou-se, os olhos fixos na tela.
— Esse homem é conselheiro comercial de confiança do governo da Arábia Central...
— Exatamente. E foi indicado por Malik há quatro anos, como parte do plano de “expansão diplomática”. Mas o q