A verdade diante do reino
A transmissão começou pontualmente às 10h da manhã.
As câmeras estavam fixas. Não havia cortes de cena, trilhas sonoras ou efeitos. Apenas um cenário sóbrio, o brasão de Al-Qadar ao fundo, e um púlpito à frente, cercado por bandeiras com a inscrição:
“Honra não se vende. Justiça não se adia.”
Zayn Al-Rashid surgiu na tela com o peso de uma geração nos ombros. O traje tradicional não escondia o homem moderno, e a postura ereta falava mais do que qualquer nota oficial.
Ao seu lado, Isabela permanecia ligeiramente atrás, em silêncio, vestida com sobriedade e precisão — como a peça que sustentava o equilíbrio invisível entre estratégia e convicção. Ela não tomaria o microfone. Não naquele momento. Mas seu silêncio era também um discurso.
Zayn encarou diretamente a câmera.
— Ao povo de Al-Qadar,
aos trabalhadores, empresários, professores, soldados, pais e mães que sustentam este país com esforço e fé… eu falo hoje não como soberano, mas como filho desta terra.
Um