Na manhã seguinte, o clima no palácio era de concentração. O silêncio não era de paz, mas de preparação. Havia algo no ar — uma tensão densa, quase invisível, como se cada gesto estivesse prestes a desatar uma nova camada da guerra que se aproximava.
Isabela estava no salão menor, cercada por documentos e telas abertas com gráficos, fluxos financeiros e organogramas. O nome de Asif Salim agora aparecia ligado a mais de um esquema. Transferências bancárias, contratos de fachada, empresas fantasmas. Ela mapeava tudo com a frieza de quem sabia que estava prestes a puxar um fio que poderia implodir toda uma teia.
Zayn entrou sem aviso, carregando uma pasta preta.
— Temos novas confirmações. Alguns acionistas menores da Al-Rashid Holdings receberam depósitos em paraísos fiscais no mesmo período dos repasses vinculados a Yahya e Faheem.
Isabela estendeu a mão, pegou a pasta e analisou os dados com rapidez.
— Estão tentando proteger o núcleo. Essas transferências são âncoras. Se cortarmos ag