O relógio marcava 18h47 quando Zayn entrou no salão escuro do palácio. As janelas altas deixavam entrar os últimos raios dourados do sol, espalhando sombras longas sobre o tapete persa. Ele caminhava em silêncio, sem seguranças. O casaco escuro aberto, o olhar mais frio do que costume.
Kareem o esperava próximo à biblioteca, com os braços cruzados.
— Ela fechou com Siham Al-Khidr — disse, direto. — As cláusulas estão sendo revisadas por nossos advogados, mas o contrato já está em andamento.
Zayn assentiu sem surpresa.
— Como Isabela se saiu?
— Como uma rainha disfarçada. Direta. Firme. Mas elegante o suficiente para que até Siham mostrasse os dentes em respeito.
Um traço de orgulho atravessou o rosto de Zayn, mas se dissolveu rápido.
— Isso vai nos ajudar na parte política. Mas preciso que o povo acredite. Preciso de provas mais fortes. Algo que vá além dos documentos técnicos. Preciso de sangue nas mãos deles — falou, baixo.
— Yahya deu a ordem de disseminação dos arquivos forjados.