O relógio no quarto de hotel marcava 02h43. A madrugada em Genebra era silenciosa, fria, e indiferente à ruína de Yahya Al-Rashid.
Ele andava em círculos pelo carpete grosso, os olhos fundos, a barba por fazer. No monitor do notebook, as últimas imagens da coletiva de imprensa ainda estavam congeladas — o rosto de Isabela projetado em alta definição, declarando fidelidade com mais força do que qualquer título real.
— Eles te transformaram em mito… — murmurou Yahya, esfregando os olhos com as mã