O palácio estava mergulhado em um silêncio pesado naquela manhã.
Não era o silêncio natural de quem dorme ou desperta — era o silêncio que se impõe quando o mundo muda e ninguém ainda sabe como reagir.
A notícia da queda de Yahya corria como areia entre os dedos. Portais internacionais, canais locais, jornalistas estrangeiros. Todos especulavam os próximos passos do Sheik. Alguns o exaltavam. Outros o temiam.
E lá dentro, entre colunas de mármore e tapeçarias bordadas com versos antigos, Zayn Al-Rashid tomava o café da manhã como se fosse apenas mais um dia.
Sentado na sala de refeições privada, trajando roupas claras e com o semblante sereno, ele folheava os relatórios sobre a reação do mercado. Os números estavam subindo. A confiança, crescendo. Mas seus olhos… não sorriam.
Isabela entrou devagar, vestindo uma túnica simples e solta, os cabelos presos com delicadeza. Ela se aproximou e beijou levemente o topo da cabeça dele.
— Dormiu? — perguntou com suavidade.
— O suficiente para s