O sol da manhã avançava pelas paredes envidraçadas da Al-Rashid Enterprises como um invasor discreto, tingindo de dourado as sombras que a noite deixara para trás. O caos da madrugada havia deixado um rastro de tensão, mas agora o prédio respirava uma ordem nova — pesada, densa, silenciosa.
Zayn estava no topo da torre empresarial, diante do vasto painel de vidro de sua sala, observando a cidade acordar. O blazer preto estava sobre a poltrona, e as mangas da camisa branca estavam arregaçadas, revelando os antebraços fortes e veias tensas. O telefone vibrava sem parar sobre a mesa. Ele ignorava. Por enquanto.
Isabela entrou sem bater. Vestia a mesma roupa da madrugada, mas agora o coque preso com mais firmeza e os olhos iluminados por uma calma implacável. Trazia consigo uma pasta. E café.
— Aqui estão as cópias impressas dos registros que Kareem pediu para protocolar junto ao comitê de segurança cibernética — disse, colocando a pasta sobre a mesa.
Zayn se virou apenas o suficiente par