As paredes de vidro da sala de Isabela refletiam a luz filtrada do deserto, mas ali dentro o ar parecia denso, quase suspenso pelo peso dos papéis, contratos e relatórios empilhados sobre a mesa. Ela estava de pé, com as mangas da camisa dobradas até os cotovelos, os cabelos presos em um coque improvisado e os olhos atentos, deslizando por cada cláusula com precisão cirúrgica.
As horas haviam passado sem que ela percebesse.
Em uma das mãos, o tablet exibia as anotações cruzadas da investigação