O relógio marcava pouco mais de três da madrugada quando João acordou mais uma vez com o corpo inteiro em chamas. Estava suado, arfando, a pele fervendo como se tivesse acabado de sair de uma maratona. A mesma cena dos últimos dias — ou melhor, das últimas noites.
O mesmo sonho.
A mesma mulher.
Aquela mulher da Grécia.
Ele fechou os olhos com força, apertando os punhos contra o colchão. Seu corpo estava em desespero. A ereção era dolorida, intensa, pulsando com uma fome que parecia impossível d