A madrugada estava silenciosa, quebrada apenas pelo som distante da cidade que aos poucos voltava à rotina. No quarto levemente iluminado pela luz do abajur, Alicia se remexeu na cama. Seus olhos se abriram de repente, ofegantes. Estava suada, o corpo quente, o coração acelerado como se tivesse corrido uma maratona.
Ela passou a mão pela testa úmida e tentou se acalmar. Mais uma vez, o sonho. Mais uma vez aquele homem. A pele dela ainda parecia arder onde, no sonho, havia sido tocada. Era como