Mayara
O despertador toca às seis e meia da manhã, mas eu já estou acordada desde as quatro. Sempre estou. O hábito de antecipar o dia me impede de realmente descansar até o último minuto, como deveria. Viro o rosto e vejo Gustavo ainda encolhido debaixo do edredom, respirando tranquilamente. O cabelo castanho está todo bagunçado, o rosto redondo amassado e sua fisionomia serena me faz sorrir. Por alguns segundos, fico apenas observando, aproveitando o silêncio antes da correria. Ele está cresc