Capítulo 41

A mansão não estava silenciosa.

Estava em suspensão.

Homens se moviam com cuidado demais, como se o ar pudesse quebrar. Telefones vibravam e eram silenciados. Olhares se cruzavam rápido e desviavam mais rápido ainda.

No quarto, Ayla sentiu primeiro como um aperto no estômago.

Depois, o mundo deu um passo em falso.

Ela levou a mão ao colar, respirou fundo — não adiantou.

— Merda… — murmurou, sentando na cama.

A porta se abriu quase no mesmo segundo.

— Eu sabia — Lia disse, já atravessando o quarto. — Você ficou pálida no café.

— Não é nada — Ayla tentou levantar. Falhou.

Lia a segurou firme. — Não minta pra mim. Você mente mal quando está mal.

Ayla respirava curto agora. — É como se… tudo estivesse acelerado. E pesado. Ao mesmo tempo.

— Ótimo — Lia respondeu, prática. — Crise existencial com sintomas físicos. Vem, deita.

Ela pegou um copo d’água, sentou-se ao lado e falou num tom que não admitia discussão:

— Olha pra mim. Respira comigo. Um… dois…

Ayla obedeceu, mesmo contrariada.

— Ma
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