A mansão não estava silenciosa.
Estava em suspensão.
Homens se moviam com cuidado demais, como se o ar pudesse quebrar. Telefones vibravam e eram silenciados. Olhares se cruzavam rápido e desviavam mais rápido ainda.
No quarto, Ayla sentiu primeiro como um aperto no estômago.
Depois, o mundo deu um passo em falso.
Ela levou a mão ao colar, respirou fundo — não adiantou.
— Merda… — murmurou, sentando na cama.
A porta se abriu quase no mesmo segundo.
— Eu sabia — Lia disse, já atravessando o quar