Ayla saiu do quarto devagar, ainda com o gosto amargo na boca, como se o corpo estivesse tentando expulsar algo que não era físico. Cada passo parecia exigir mais esforço do que deveria.
Lia percebeu na hora.
— Ei — chamou, virando-se. — Você não está andando normal.
— Eu tô — Ayla respondeu rápido demais.
— Não, não tá.
Lia segurou o braço dela com firmeza, não agressiva, mas irredutível. — Senta. Agora.
Ayla obedeceu, sentando-se no banco perto da janela. O sol batia fraco, mas nem isso parec