O evento chegava ao fim envolto em aplausos contidos e despedidas calculadas. Taças se erguiam, promessas vazias eram trocadas, e os olhares ainda seguiam Ayla por onde ela passava.
Ela sentia isso na pele.
Não era só admiração.
Era curiosidade.
Era ameaça disfarçada.
Mateo estava ao seu lado, conversando com um aliado antigo, quando Otton se aproximou. O movimento foi rápido demais para parecer casual.
— Ayla — disse, a voz firme, alta o suficiente para não permitir dúvida. — Você vem comigo.
Ela virou o rosto lentamente.
— Não — respondeu, baixa, mas clara. — Vou com o Mateo.
Otton sustentou o olhar dela por um segundo a mais do que o necessário.
— Agora — repetiu. — Comigo.
Algumas pessoas próximas começaram a prestar atenção. Não o suficiente para ouvir tudo, mas o bastante para ver.
Cabeças se viraram. Murmúrios ameaçaram nascer.
Ayla sentiu o corpo tensionar.
Era ali que Otton era mais perigoso.
Quando transformava controle em espetáculo silencioso.
Ela procurou Mateo com o olh