Capítulo 28

Ayla mal cruzou o limiar da sala quando Mateo sentiu o impacto físico da presença dela. Não foi só beleza — foi autoridade silenciosa. Cada passo dela dizia algo que nenhum dos homens ali ousava verbalizar.

Ela não caminhava como quem pede espaço.

Ela caminhava como quem pertence.

Mateo demorou alguns segundos para conseguir se mover. Quando o fez, aproximou-se devagar, respeitoso, os olhos percorrendo cada detalhe com cuidado quase reverente.

— Você está… — ele parou, engoliu em seco. — Deslumbrante.

Ayla sorriu pequeno, ainda insegura, mas aquele sorriso carregava algo novo: confiança recém-descoberta.

Otton observava tudo em silêncio.

Por dentro, era um campo de guerra.

Ele viu o jeito como Mateo se aproximou sem tocar. Viu o olhar — não de posse, mas de escolha. Aquilo o irritou mais do que qualquer provocação direta.

Ela deveria ser minha, pensou, amargo.

Eu vi primeiro. Eu quis primeiro.

Mas o que ele quis, nunca soube cuidar.

— Então essa é a futura senhora Azepeta — comentou u
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