Mateo entrou no quarto em silêncio, como sempre fazia quando queria respeitar o espaço dela. Ayla já o esperava acordada, sentada na cama, os cabelos soltos caindo pelos ombros, o colar de gota repousando contra a pele como parte dela.
Ele se aproximou devagar.
As mãos dele foram gentis. Demoradas.
Carícias que não pediam nada além de presença. Beijos leves na testa, no rosto, na curva do pescoço. O corpo dele reconhecia o dela com uma facilidade quase dolorosa, como se tivesse esperado anos por aquilo.
Ayla fechou os olhos.
— Mateo… — murmurou.
Ele respirou fundo, encostando a testa na dela.
— Eu quero você — confessou, baixo. — Mas quero fazer isso do jeito certo. Tudo certo.
Ela sorriu, emocionada, e o puxou para deitar ao seu lado. Dormiram assim, entrelaçados, não por falta de desejo, mas por excesso de respeito.
Na manhã…
O anúncio não demorou.
Antes mesmo do café, os homens da casa já sabiam. Não por fofoca — mas porque Mateo nunca escondeu decisões importantes. E Ayla era o s