Capítulo 17

A madrugada avançou pesada.

Da janela do quarto, eu via o pátio ainda em movimento. Homens limpavam vestígios, recolhiam cápsulas, falavam baixo demais para ser apenas rotina. A mansão nunca dormia depois do sangue — ela vigiava.

Tirei a camisa manchada de poeira e pólvora, lavei o rosto na pia. Minhas mãos tremiam agora que a adrenalina tinha ido embora. Não de medo. De consciência.

Eu tinha sido rápida demais. Precisa demais.

E todos tinham visto.

Devo muito ao Mateo por ter me treinado nesse
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