A madrugada avançou pesada.
Da janela do quarto, eu via o pátio ainda em movimento. Homens limpavam vestígios, recolhiam cápsulas, falavam baixo demais para ser apenas rotina. A mansão nunca dormia depois do sangue — ela vigiava.
Tirei a camisa manchada de poeira e pólvora, lavei o rosto na pia. Minhas mãos tremiam agora que a adrenalina tinha ido embora. Não de medo. De consciência.
Eu tinha sido rápida demais. Precisa demais.
E todos tinham visto.
Devo muito ao Mateo por ter me treinado nesse