Capítulo 17

A madrugada avançou pesada.

Da janela do quarto, eu via o pátio ainda em movimento. Homens limpavam vestígios, recolhiam cápsulas, falavam baixo demais para ser apenas rotina. A mansão nunca dormia depois do sangue — ela vigiava.

Tirei a camisa manchada de poeira e pólvora, lavei o rosto na pia. Minhas mãos tremiam agora que a adrenalina tinha ido embora. Não de medo. De consciência.

Eu tinha sido rápida demais. Precisa demais.

E todos tinham visto.

Devo muito ao Mateo por ter me treinado nesse um ano.

Quando saí do banheiro, alguém bateu à porta. Duas batidas curtas. Uma longa.

Mateo.

Abri só o suficiente.

— Você não devia estar aqui — falei baixo. Já o repreendo, e o vi sorrir por um leve momento.

— Nem você deveria ter estado no pátio — ele respondeu, baixo.

Ficamos nos olhando por um segundo longo demais. O silêncio entre nós já não era seguro.

— Eu precisava ver você — disse ele. — Depois de hoje… depois de como Otton te olhou…

— Não começa — pedi.

Mateo respirou fundo, passando
Sigue leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la APP
Explora y lee buenas novelas sin costo
Miles de novelas gratis en BueNovela. ¡Descarga y lee en cualquier momento!
Lee libros gratis en la app
Escanea el código para leer en la APP