O convite não veio embalado em expectativa.
Veio como vida real costuma vir: simples, direto, inevitável.
Nina estava sentada no escritório quando recebeu a mensagem de Ícaro.
“Vou ficar alguns meses aí. O projeto foi aprovado. Se fizer sentido para você.”
Ela leu uma vez. Depois outra.
Não houve aceleração no peito. Não houve aquela antiga pergunta escondida entre as linhas. Não houve medo de perder o próprio espaço.
Houve apenas a constatação tranquila: fazia sentido.
Ela respondeu minutos de