Evelyn acreditava que ainda tinha tempo.
Sempre acreditara.
Tempo para fugir, para reorganizar as peças, para virar o jogo outra vez. Ela estava sentada no quarto estreito do pequeno hotel quando ouviu o noticiário baixo vindo da televisão ligada sem som. As imagens não precisavam de áudio para dizer tudo.
— Procurada.
— Mandado expedido.
— Sequestro, cárcere privado, coação psicológica.
Seu nome atravessava a tela como uma sentença.
Evelyn desligou a TV com um gesto brusco.
— Dramáticos — murm