A casa de Helena ficava no fim de uma rua de terra, cercada por árvores antigas e um cheiro constante de café passado na hora. Não era grande. Não era bonita no sentido das revistas. Mas tinha algo que Lia reconheceu no instante em que atravessou o portão de madeira: acolhimento.
Helena abriu a porta antes mesmo que Lia batesse.
— Você é a Lia — disse, com a certeza de quem já esperava por ela havia anos. — Entra, minha filha.
Não houve perguntas naquele primeiro momento. Nenhuma curiosidade in