Seis meses.
Dominic tinha parado de contar os dias. Contar doía mais. Preferiu medir o tempo em reuniões, contratos fechados, viagens rápidas e noites longas demais para uma casa silenciosa. A vida seguia. Funcionava. Rendia.
Mas não preenchia.
Aria tinha voltado a falar pouco. Não como antes, mas o suficiente para denunciar a ausência. Não perguntava por Lia. Isso era o que mais assustava. Crianças só param de perguntar quando aprendem a desistir.
Naquela tarde, Dominic estava no escritório, e