A noite estava silenciosa e opressiva dentro do quarto trancado. Eu estava sentada na cama, o livro sobre o Coração de Prata escondido debaixo do colchão, quando o ar ficou gelado novamente.
A luz prateada surgiu no canto do quarto. Lirael apareceu, mais nítida dessa vez, suas nove caudas espectrais brilhando suavemente. Seus olhos brancos sem pupilas me encararam com seriedade.
— Você voltou — sussurrei, sentando-me melhor.
*“Eu sempre volto quando sua alma clama.”*
— Eu preciso de um plano —