Não quero que me reduzam a notícia de jornal.
Meredite
Quando o telefone tocou, eu estava no sofá, a taça de rosé encostada na mesinha. O sol de Santorini parecia mais falso do que nunca, como se tivesse pintado só para enganar quem passava por ali. Do outro lado da linha, a voz do meu secretário — tensa, curta — disse algo que fez meu estômago virar pedra: a polícia estava procurando por mim. Procurando. Procurando.
Por um segundo, aquele ruído de fundo pareceu distante, como se alguém tivesse apertado o botão do volume da vida. Eu senti