Diana
O interfone tocou e meu estômago virou. De novo. Já era a quinta vez que eu ensaiava o que ia dizer, e nenhuma das versões parecia menos cruel. Respirei fundo e atendi.
— Suba, Daniel.
Minutos depois, ele bateu na porta. Quando abri, quase dei um passo pra trás: ele tava com um buquê enorme de flores, sorrindo como um golden retriever apaixonado.
— Pra você! — ele disse, empolgado, como se fosse me pedir em casamento ali mesmo.
Sorri, mas já com aquela vontade de desaparecer do planeta.
—