Eu nunca gostei de velórios.
Acho que ninguém gosta.
Mas existem alguns que parecem mais pesados que os outros.
Mais difíceis.
Mais injustos.
E o da Japa foi exatamente assim.
Quando acordei naquela manhã, por alguns segundos fiquei olhando para o teto sem me mexer.
Como se meu cérebro estivesse tentando esquecer tudo o que tinha acontecido.
Mas bastou abrir os olhos completamente para a realidade voltar.
A invasão.
Os tiros.
O desespero.
E a Japa.
Meu peito apertou imediatamente.
Porque ainda