O cansaço começou a virar parte do meu corpo.
Eu dormia pouco. Comia mal. Passava mais tempo no hospital do que no apartamento.
E mesmo assim… eu gostava.
Gostava da correria. Da pressão. Da sensação de estar aprendendo alguma coisa importante de verdade.
Naquela semana um dos professores deixou eu auxiliar num procedimento pela primeira vez.
Nada grande. Mas suficiente pra fazer meu coração disparar igual louco.
Eu ainda conseguia ouvir a voz do doutor Henrique no meu ouvido:
— Mão firme, Robe