O morro nunca dorme.
Essa era uma das coisas que eu mais odiava… e mais amava naquele lugar.
Porque até de madrugada existia som. Moto. Gente falando. Rádio chiando.
Vida.
Eu tava sentada na laje de casa usando um moletom largo,depois de tirar a blusa que era do Roberto e enquanto observava as luzes lá embaixo.
O vento tava forte.
E mesmo assim eu continuava ali.
Pensando.
Ultimamente eu andava pensando demais.
Em mim. No Roberto. No futuro. No morro.
Em tudo.
Peguei o celular olhando a última