A casa já não parecia mais nossa.
Parecia quartel.
Guerra.
Homens entrando e saindo sem parar, rádio chiando alto, arma em cima da mesa, telefone tocando a cada minuto.
E no meio de tudo aquilo…
eu não conseguia respirar direito.
O relógio na parede parecia debochar da gente.
Porque as horas continuavam passando.
E Valéria continuava longe.
Eu tava sentada no sofá há não sei quanto tempo, segurando o celular dela nas mãos como se aquilo pudesse trazer minha filha de volta.
A tela apagava. Eu li