Arthur Strauss
A adrenalina, quando não drenada corretamente em uma mesa de cirurgia, torna-se um veneno. Ela fermenta no sangue, transforma-se em ácido que corrói as paredes do estômago e faz com que cada fibra muscular deseje apenas um impacto: o choque de um punho contra um rosto que, naquele momento, me parecia o rosto da incompetência absoluta.
Eu ainda sentia o cheiro do cautério, o vapor de sangue e o suor frio que escorria pela minha nuca enquanto caminhava pelo corredor cirúrgico.