Arthur Strauss
Meus passos me levavam, eu já não entendia para onde.
Quando dobrei o corredor e avistei a mesa da Maya, a imagem dela agindo como uma âncora em meio àquele naufrágio emocional me atingiu.
Ela estava lá, mergulhada em pilhas de papéis, a luz da tela do computador refletindo em seu rosto. Ela levantou o olhar, e no segundo em que nossos olhos se cruzaram, a intensidade da minha raiva pareceu se concentrar em um único ponto.
Parei abruptamente à frente dela. Minha respiração