Arthur Strauss
O ar da noite parecia subitamente denso, carregado com uma eletricidade que não vinha da tempestade lá fora, mas daquela proximidade insuportável entre nós. Ela me olhava com aquela expectativa que eu sempre temi. Ela esperava que eu dissesse algo. Esperava que eu colocasse em palavras a mudança tectônica que estava ocorrendo sob a minha pele.
Minha garganta, habituada a ditar ordens complexas em centros cirúrgicos sob pressão extrema, travou. O que eu diria? Que o Strauss frio