Arthur Strauss
O suor ainda brilhava na minha testa, o cheiro de borracha e antisséptico da sala de fisioterapia parecia impregnado na minha pele, e o eco das palavras de Gregory ainda zumbia nos meus ouvidos. Mas, naquele instante, o único som que importava era a respiração calma de Maya, que me observava de pé, a poucos passos da mesa de reabilitação.
Ela estava atenta a cada microgesto meu, como se estivesse decodificando um mapa que só ela conseguia ler.
Nas últimas semanas, enquanto eu t