Maya Nogueira
O cheiro de café passado da garrafa térmica que Bia trazia na bolsa misturava-se ao odor característico de antisséptico do quarto de Arthur. Sentada em uma daquelas cadeiras rígidas que pareciam desenhadas para torturar a coluna de qualquer ser humano, eu esfregava as têmporas, tentando afastar a exaustão que parecia ter se instalado permanentemente sob a minha pele.
Arthur tinha acabado de ser levado para o setor de radiologia e exames de rotina. Eram os últimos protocolos antes