Capítulo 117

Maya Nogueira

O cheiro de café passado da garrafa térmica que Bia trazia na bolsa misturava-se ao odor característico de antisséptico do quarto de Arthur. Sentada em uma daquelas cadeiras rígidas que pareciam desenhadas para torturar a coluna de qualquer ser humano, eu esfregava as têmporas, tentando afastar a exaustão que parecia ter se instalado permanentemente sob a minha pele.

Arthur tinha acabado de ser levado para o setor de radiologia e exames de rotina. Eram os últimos protocolos antes
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