Giovanni Sorrentino
O sol da Toscana filtrou-se pelas altas janelas da capela da propriedade, pintando faixas douradas no chão de mármore polido. O ar estava pesado com o aroma das flores brancas que decoravam cada canto, gardênias, rosas, lírios. A música suave de um quarteto de cordas preenchia o espaço, mas o som mais alto era o do meu próprio coração, batendo contra as minhas costelas como um tambor de guerra.
Estava no altar, com um terno impecável, as mãos levemente suadas. Salvatore, ao meu lado, não parava quieto, a pequena gravata já um pouco torta, o sorriso tão largo que quase dividia o seu rosto em dois. Ele era o meu porto seguro, a minha âncora naquele mar de expectativa.
Os bancos estavam cheios. Olhei para todos que estavam ali, um reflexo profissional que nunca realmente se desliga.
Lá estavam eles. Os aliados, os necessários, os perigosos. Oskar Fritz, o Lobo de Deus, com o seu olhar glacial, assentiu com solenidade quando os nossos olhos se cruzaram. Alex Spanos, o