Giovanni Sorrentino
Um ano.
Um ano desde que entrei naquele galpão escuro no porto, cheirando a desespero e morte. Que se abriu e revelou o meu destino. Lembro-me da ordem seca de Francesco: “Vai lá ver essa merda, Giovanni. E resolve.” Naquela época, resolver significava eliminar um problema. Não sabia eu que, ao abrir aquela porta, abria a porta para a minha própria salvação.
E hoje, hoje, me casei com a mulher que encontrei naquela escuridão e me golpeou na cabeça com uma cadeira.
Passaram-s